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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Aulas de Euskara, em Maio, em Porto Alegre, Pelotas e Uruguaiana, com a professora Izaskun Kortazar!

Professora Izaskun Kortazar junto ao brasão das 7 provincias bascas, num Condominio de Florianopolis, SC

A Casa Basca do Rio Grande do Sul, com muita honra, receberá no próximo mês de maio, a professora Izaskun Kortazar, graduada em Filologia Basca pela EHU (Universidade do País Basco). 
Izaskun ministrará, a todos os interessados, um curso básico intensivo de Euskera nas cidades de Porto Alegre (entre 12 e 16 de maio), Uruguaiana (de 19 a 23 de maio) e Pelotas (de 26 a 30 de maio).

Logo estaremos divulgado locais e horários. Reservem as datas!!!!


Izaskun Kortazar Errekatxo é natural de Sondika, Bizkaia. Apaixonada por idiomas, especialmente pela língua de sua amada Euskal Herria, estudou Filologia Basca na Universidade do País Basco e cursou Magistério para dar aulas de inglês para o ensino fundamental, tendo concluído sua formação com mestrado em língua espanhola.
Desde o ano de 2003, a professora basca reside em Boise, Idaho (EEUU), onde trabalhou  como coordenadora de Euskera da Organização Basca da América do Norte (NABO) na formação de professores. De 2007 a 2013 Izaskun ensinou a língua basca no Museu Basco de Boise e foi professora de crianças de 2 a 6 anos na Ikastola daquela cidade. Boise, no estado americano de Idaho, é a cidade com a  maior comunidade basca organizada dos Estados Unidos, possuindo uma escola (ikastola) onde as crianças são alfabetizadas em euskera e inglês.  
Além de estudar idiomas e descobrir novas culturas, Izaskun dedica parte de seu tempo livre ao trabalho voluntário. Com este espírito aventureiro, típico de sua gente, já visitou a América do Sul, em duas ocasiões, e agora está prestes a retornar, aproveitando seu período de férias na Universidade.  
Desta vez Izaskun pretende realizar trabalho voluntário com turistas no Pantanal e tomar parte num mutirão para a construção de casas populares no interior de São Paulo. Antes disso, porém, a professora biskaína pretende ajudar os bascos rio-grandenses nos seus primeiros passos no idioma dos ancestrais.

Izaskun com outras professoras de Euskara, no Museu Basco de Boise, ID, USA.
Prof. Izaskun Kortazar


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Genealogia dos Insaurriaga, elos de ligação entre Passado, Presente e Futuro



Apresentamos um panorama do trabalho genealógico realizado pela Família Insaurriaga, de extrema relevância, não só para os integrantes da Família, mas também para toda a Comunidade Basca Gaúcha, e com ele iniciamos uma série de matérias relativas ao Seminário de Genealogia, realizado no dia 5 de Julho de 2014, paralelamente ao Congresso de Cultura Basca, na histórica Bibliotheca Pública Pelotense.




Baseados no resultado de muitos anos de pesquisa incansável dos registros civis da família em diversas Instituições dentro e fora do Rio Grande do Sul, Elimar de Castro Insaurriaga e Eduardo Faria Insaurriaga apresentaram, no Seminário de Pelotas, um panorama das origens familiares na Terra ancestral em Euskal Herria (País Basco) e o caminho que percorreram os Insaurriaga na América, desde o desembarque dos pioneiros, no porto de Montevideo até a região onde se estabeleceu uma parcela considerável dos  Insaurriaga gauchos, no atual Município de Pelotas.
O sobrenome Insaurriaga, que no idioma milenar vasco (Euskara) significa "Local onde há Nogueiras", chegou a América junto com o casal Marcellina Pacheco e Juan José Insaurriaga e seus filhos jovens, Eugenio, Ramón e Sibirina, que aportaram em Montevideo e fixaram residência em Tacuarembó (Uruguay). O casamento de Eugênio José com a gaucha Maria Antônia Rocha deu origem ao primeiro Insaurriaga nascido no território do Rio Grande do Sul: Francisco Eugênio Insaurriaga, que mais tarde, viria a contrair matrimônio com uma de suas primas, Marcelina Insaurriaga, filha de Ramón. 
O cenário gaúcho da Saga dos Insaurriaga no Novo Mundo passa pelo Distrito pelotense de Monte Bonito, local de conhecidas pedreiras, escolhido pelo patriarca dos Insaurriaga para fixar residência devido à atividade profissional que exercia: a cantaria (corte de pedras). Segundo relatos familiares repassados de geração em geração, Eugênio Insaurriaga, que hoje empresta seu nome a uma rua localizada no Bairro Fragata, teria sido responsável pelo calçamento de diversas vias na Cidade de Pelotas e inclusive, da Praça Cel. Pedro Osório.
A pesquisa realizada pelos Insaurriaga revela a sensibilidade dos envolvidos que acreditam que a preservação da História e do Legado deixado por aqueles que nos antecederam é uma das chaves para o sucesso da atual e das futuras gerações. Do trabalho realizado pelos Insaurriaga resultaram 3 Encontros de Família que reuniram centenas de descendentes de Juan José e Marcellina na cidade da Zona Sul Gaucha, organizados por Elimar Insaurriaga. É dela também a idéia de ampliar o alcance dos encontros para que seja possível o congraçamento das demais famílias de basco-descendentes.
O resgate da História, das conexões familiares (Genealogia) enfim, dos primeiros passos de uma família de origem basca da Diáspora nas Américas, corresponde ao capítulo mais recente da epopéia de um povo que é considerado "A primeira Família Européia", que estabeleceu-se nas terras localizadas entre os Pirineus e a Baía da Bizkaia numa época do período paleolítico em que o nomadismo era praticado pela mairoria dos povos seus contemporaneos. O idioma e a maioria das manifestações culturais bascas nasceu neste período, que remonta a mais de 10 mil anos, muito anterior ao início das migrações das tribos indianas que povoaram a Europa através do Caucaso dando origem a todas as demais nações européias.  
O Amor pelo seu Território escolhido, chamado Euskal Herria, ou "Terra daqueles que falam o Euskara" o esforço incessante para preservar este idioma e as demais manifestações culturais, de geração em geração, nestes 10 mil anos são os sentimentos que continuam vivos também aqui:  neste rincão lusófono da América do Sul, chamado Rio Grande do Sul.  Uma das provas disto é a iniciativa de pessoas como Elimar Insaurriaga, Eduardo Insaurriaga com a colaboração de seus demais familiares, bem como a de outras famílias que realizam pesquisas similares na area e serão destacadas em matérias posteriores. 
A criação e a consolidação da Casa Basca do Rio Grande do Sul igualmente e fundamentalmente baseia-se neste Amor pela Terra ancestral, na determinação que segue junto com cada basco-descendente da Diaspora, de preservar a ligação com a Euskal Herria e, é claro,  na perseverança (teimosia) típicamente basca.
AUPA  INSAURRIAGA!
GORA GAUTXA´ko  EUSKO ETXEA!




Elimar de Castro Insaurriaga

Eduardo Faria Insaurriaga




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um Rei por trás da cortina...

DONOSTIA, ou San Sebastian, para aqueles que não estão familiarizados com o idioma Euskera, é a capital da província basca de Gipuzkoa. É uma cidade litorânea de reconhecida beleza e graciosamente esparramada na Baía de La Concha, em frente ao Mar Cantábrico, ou Golfo de Bizkaia. Donostia é uma cidade cuja beleza geográfica e urbana também se equivale ao seu espírito, revelado na força de um povo cidadão, cuja consciência trabalha em prol da preservação de sua identidade, sua história e seu futuro. 


Baia de La Concha, Donostia (foto Valerio Azkonabieta)
Consciência ecológica e cultural não falta ao País Basco, de um modo geral, e Donostia, paraíso de turistas que chegam em hordas rumo a seus bares de pintxos, inigualáveis restaurantes e famosas praias, deixa sua marca na limpeza das ruas e nos bem cuidados jardins. Indicada para ser a Capital Européia da Cultura 2016, a cidade e a região tem preparado um caminho que, baseado nos sempre relevantes ensinamentos ancestrais, almeja sedimentar um presente e um futuro para seus habitantes.
Convidada pela Fernanda Etchepare e pela Bazkaria a preparar alguma manifestação sobre a minha visão de Donostia, me ocorreu um fato muito interessante a revelar um pouco o perfil de sua gente. No ano de 2012 fui levada por amigos, familiares de meu especial amigo e chefe de cozinha donostiarra Haritz Aranburu, a conhecer o prédio do Ayuntamiento. Antigo cassino transformado em prédio público, a suntuosa construção neoclássica também abriga espaço público democrático/ parlamentar, local onde são discutidas as questões pontuais da cidade e de seus administradores, num espaço que me pareceu ter sido um salão de bailes, ou mesmo o salão principal do então cassino.
foto: Claudio Damboriarena Escosteguy
Este imenso e clássico salão contém em suas paredes enormes quadros do rei de Espanha, cuja manutenção é obrigatória em se tratando de um prédio público erigido em território espanhol. Mas como estamos no País Basco, e não na Espanha, a regra espanhola não seria tão bem deglutida como um saboroso pintxo. Mesmo assim, para evitar maiores conflitos por aquilo que, inteligentemente, consideram de menor importância, os dirigentes locais mantiveram os quadros reais, em obediência à determinação. Todavia, estes imensos quadros estão adequadamente escondidos por proporcionais cortinas de veludo vermelho, a fim de que o rei não participe de forma alguma do livre exercício democrático local. Ao entrar no ambiente, não fosse pela informação passada com um imenso sorriso de satisfação por um dos Secretários do Ayuntamento que fazia às vezes de orgulhoso guia, ninguém perceberia que por detrás das cortinas estaria um rei sufocado pelo peso, neste caso, do veludo.
Jose Augusto Zabaleta Irigon y Maria Laura Irigon Irigon
Poderia falar de tantos outros aspectos, de sutilezas tantas que fazem de Donostia, mais do que mera atração turística. Mas resolvi simplificar e exemplificar com o que por lá é chamado de uma anedota, maneira que encontrei de homenagear a cidade e o que ela tem de mais especial para mim, o espírito donostiarra. E foi em homenagem a este espírito livre que a exposição fotográfica “Um olhar sobre Donostia” foi concebida, ou seja, com fotos de bascos descendentes que lançaram seu àvido elivre olhar sobre um dos ícones da terra de seus ancestrais, a bela Donostia. Espero que possam comparecer ao restaurante Bazkaria e apreciar o "olhar sobre Donostia".


Ana Luiza Panyagua Etchalus, 
Presidente da Casa Basca do Rio Grande do Sul (Euskal Etxea RGS)



A Casa Basca do RGS, pelo segundo ano consecutivo, apoia o Restaurante Bazkaria, de propriedade de Fernanda Etchepare, na realização de sua celebração de aniversario. No próximo dia 21 de novembro, além de um jantar harmonizado especialmente preparado pelo Chef Haritz Aranburu, a Bazkaria estará apresentando uma exposição fotográfica. Com o tema " Um olhar sobre Donostia", a exposição, organizada a partir de acervo de bascos descendentes, pretende passar uma idéia singela e afetuosa da bela cidade guipuzcoana. Os convites estarão a disposição na própria Bazkaria, ou através de contato com a diretoria da Casa Basca do RGS (Ana Luiza Panyagua Etchalus, Guilherme Escosteguy Flores Da Cunha, Haritz Aranburu, Ana Maria Longaray, Alejandro Argañaraz, Valério Aazkonabieta, Carlos Alberto Telechea Madeira)http://casabascars.blogspot.com.br/2013/11/jantar-basco-na-bazkaria.html






Algumas Fotografias em Exposição na Bazkaria:




Carnaval en Donostia
foto: Ana Luiza Panyagua Etchalus

"Passado, na visão do Futuro"
foto: Ana Luiza Panyagua Etchalus

Pintxos eta Txakoli
foto: Ana Luiza Panyagua Etchalus

Palacio Kursaal
(foto: Guilherme Escosteguy Flores da Cunha)

foto: José Augusto Zabaleta

foto: José Augusto Zabaleta

"Txu txu"
(foto: Ana Luiza Etchalus)

Cidade cidadã
(foto: Ana Luiza Etchalus)

"Donostia, Asas ao Futuro, voo à Liberdade"
Claudio Damboriarena Escosteguy

"El Peine de Los Vientos"
Valério Azkonabieta