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domingo, 26 de abril de 2015

Homenagem às vítimas de Gernika, no 78° Aniversário do bombardeio da cidade basca. (PORT e ESP)


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Uma Homenagem de caráter soberanista a nossos caídos em Gernika.

Este 26 de Abril marca o 78° Aniversário do bombardeio que a força aérea nazi-fascista, aliada de Franco, realizou contra a cidade basca de Gernika e que resultou na destruição de cerca de 70% das contruções locais. Restando em pé somente a estação Ferroviária e o Gernika´ko Basterretxea, a Casa das Juntas de Gernika. Segundo os dados estatísticos do Governo Basco, o número de vítimas fatais do ataque foi 1.654, enquanto que o informe oficial emitido pelo governo franquista español deu conta de apenas 12 mortos. 

Por quê Gernika? Uma primeira reflexão nos levaria à conclusão de que a cidade de Gernika  formava parte da área de resistência republicana do norte, a qual buscava à duras penas, conter o avanço dos insurgentes fascistas que haviam se levantado no norte da África em Julho de 1936 a mando de Francisco Franco. Não restam dúvidas porém, de que a escolha de Gernika não foi casual e o objetivo principal da operação foi minar a moral dos gudariak (os combatentes bascos) e de um povo aguerrido e patriota. 
Gernika é um dos símbolos mais valorizados pelos bascos, por abrigar a legendária árvore de Gernika (Gernikako arbola), que representa a tenacidade e a firmeza de nosso povo. 

Não devemos esquecer que Gernika tem sido sempre sinônimo da luta e da resistência heróica do nosso povo, o qual, de nenhuma forma se conforma com a perda da sua Liberdade. Neste sentido, como uma homenagem a estes patriotas bascos, devemos por fim à nossa indiferença e falta de compromisso com o país, reeditanto os gestos solidários e de entrega que nossos antepassados mostraram 78 anos atrás. 

Atualmente, não é mais possível olhar para outro lado e seguir trabalhando pelos interesses bascos. Chegou o momento de passar da análise e da dialética para a ação, pelas vias pacíficas e democráticas, desenvolvendo uma estratégia a favor da Independência que envolva uma parcela majoritária da cidadania basca e onde não devem faltar atos de desobediência civil e mobilização permanente, que devem ter lugar em paralelo com ações concretas em todos os foros intenacinais, Universidades e demais instituições situadas além das fronteiras de Euskal Herria, para que os demais Estados comprometidos com a resolução do conflito político basco, cumpram o seu papel para ajudar a solucionar o contencioso, por meio do diálogo. 

A cidadania basca proveniente dos sete herrialdeak (7 províncias históricas) e a diáspora basca, concentrada no Continente Americano, serão o motor desta ação política comum, da mesma forma que outras nações-sem-Estado levaram a cabo processos similares quando careciam de um status político próprio, como por exemplo, Armênia e Irlanda. 

Somente através das ações soberanistas da Sociedade basca, o Mundo voltará a atenção para  comunidade internacional passará a levar em consideração o desejo do povo basco de decidir o seu próprio futuro. Pelas razões já expostas, e tendo como ponto de partida os bascos, devemos tomar o exemplo mais próximo, o da Catalunya. Não terá chegado a hora de seguirmos o mesmo caminho em Euskal Herria? 

Como bascos comprometidos com os princípios e valores da nossa nacionalidade, devemos ser cuidadosos com os nossos símbolos, como por exemplo, a árvore de Gernika (Gernikako arbola) e talvez este 78° aniversário do genocídio sirva como uma boa oportunidade para começar a tecer as tramas necessárias entre os abertzale priorizando o objetivo de construir um projeto de unidade nas ações, colocando os interesses de Euskal Herria acima de qualquer questão político-partidária, para que possamos começar a transitar um caminho que nos leve a cristalização dos objetivos soberanistas da nação basca. Creio humildemente, que a melhor homenagem podemos fazer pelos caídos em Gernika.

Prof. César Arrondo
Observatorio de Naciones sin Estado (ONSE)

Universidad Nacional de La Plata, Argentina (UNLP)

Un Homenaje de clave soberanista a nuestros muertos en Gernika. (ESP e PORT)



Leia este artigo em Português.

UN HOMENAJE EN CLAVE SOBERANISTA A NUESTROS MUERTOS EN  GERNIKA

El 26 de abril se cumplirá el 78 aniversario del bombardeo que la aviación de la Alemania nazi
 realizó sobre la ciudad vasca de Gernika, que la destruyó en un 70 %, quedando solamente en pie 
el edificio de la estación de trenes y la Casa de Juntas. Según las estadísticas del gobierno vasco las
 víctimas fueron 1.654,  mientras que el informe oficial emitido por el gobierno franquista da cuenta
 solamente de unos 12 decesos.

¿Porqué Guernica? Una primera reflexión nos llevaría a la conclusión de que la ciudad de Gernika 
forma parte del área de resistencia republicana del norte, la cual, intentaba penosamente contener 
el avance de los insurgentes fascistas que se habían levantado en el norte de África en julio de 1936, 
al mando de Francisco Franco. Pero indudablemente la elección de Gernika no fue al azar, sino que 
la operación tuvo como objetivo principal minar  la moral de los gudaris y de un pueblo aguerrido 
y patriota, porque Gernika, constituye uno de los símbolos más preciados de los vascos, por 
su legendario roble, que representa la tenacidad y firmeza de nuestro pueblo.

No debemos olvidar que Gernika ha sido sinónimo de la lucha y  la resistencia heroica de nuestro 
pueblo, el cual, de ninguna manera estaba dispuesto a perder su libertad. En este sentido, como 
un homenaje  a estos patriotas vascos, debemos poner fin a nuestra indiferencia y falta de compromiso 
con el país, que se resume, en haber pedido esos gestos solidarios y de entrega que nuestros 
antepasados mostraron hace 78 años atrás.

Por lo antes enunciado, no podemos mirar hacia otro lado y comenzar a trabajar en clave nacional,
En tal sentido, ya ha llegado el  momento de pasar del análisis y la dialéctica a la acción, siempre 
por las vías pacíficas y democráticas, desarrollando una estrategia a favor de la Independencia que 
involucre a la mayoría de la ciudadanía vasca, donde no deben faltar acciones de desobediencia civil  
y la movilización permanente, a lo cual, hay que añadir acciones concretas en todos los Foros 
Internacionales, Universidades y demás Instituciones del mundo,  para qué los estados involucrados 
en el conflicto político vasco, accedan de una vez por todas a resolver en contencioso, por medio 
del diálogo.

La ciudadanía vasca de los siete Herrialdes más la Diáspora, serán el motor de esta acción política 
común, como otras naciones sin estado las han llevado a cabo cuando carecían de un status político 
propio, como ejemplo: (Irlanda y Armenia).  Solo a través de las acciones soberanistas de la sociedad 
vasca, el mundo podrá apreciar los deseos de un pueblo de poder decidir su futuro. Por lo antes 
enunciado y como punto de partida los vascos debemos tomar  el  ejemplo más cercano, en 
un camino común, como lo está haciendo nuestra nación hermana de Catalunya y en consecuencia 
preguntarnos con responsabilidad patriótica: ¿No es la hora de Euskal Herria?

Como vascos consustanciados con los principios y valores de nuestra nacionalidad, debemos ser 
consecuentes con nuestros símbolos, como por ejemplo el “Roble de Gernika” y quizás este 
78 aniversario del genocidio, constituya una buena oportunidad, para comenzar a tejer los mimbres 
necesarios entre la militancia abertzale, a partir de acordar un proyecto de unidad en la acción, 
colocando los intereses de  de Euskal Herria por sobre toda intencionalidad política partidista, 
para que podamos comenzar a transitar un “sendero  patriótico” que nos permita cristalizar 
los objetivos soberanistas de la Nación vasca. Creo humildemente, que es el mejor homenaje que 
podemos realizar por nuestros muertos en Gernika.


Prof. César Arrondo
Observatorio de Naciones sin Estado (ONSE)
Universidad Nacional de La Plata, Argentina (UNLP)